AGENCIA VX
“Je traverserais les nuages comme le fait la lumière.”
“Passaria por todas as nuvens para encontrar a luz.”
Zaho de Sagazan, La Symphonie des Éclairs
Há projetos que nascem como clarões, atravessam o tempo, dissipam o que é denso e revelam o que é essencial.
Existem projetos que não começam apenas com linhas traçadas no papel ou com paredes erguidas do chão. Eles nascem de dentro pra fora, do propósito maior que lhes dá sentido, do desejo de transformar não só o espaço, mas a vida de quem o habita, de quem o cruza, de quem o serve e é servido por ele. Afinal, a palavra serviço carrega em si a essência: ser + viço, ser vivo, pulsante, presente.
Quando dar à luz é o foco, iluminar caminhos se torna inevitável. Tornar claro ( simples, mas nunca simplista ) é guiar cada escolha, cada detalhe, cada gesto que materializa o invisível. É conduzir aqueles que nos escolheram, ou melhor, que foram escolhidos para isso, a enxergar aquilo que já existia em essência, mas precisava de forma.
É de uma beleza silenciosa testemunhar o resultado de um projeto assim. Um projeto que, sem dúvidas, modificou não apenas a minha vida, mas a de todos que nele colocaram suas mãos, seus olhos, suas intenções. Uma equipe inteira engajada em honrar cada elemento, cada camada, cada respiração, para que o resultado final fosse não apenas funcional ( até porque muitas vezes ele não é ) mas vivo.
Projetar é também cuidar para que os olhos de quem guia estejam sempre à altura do que é essencial. E quando isso acontece, é obra de um gênio do marketing, de um rei das sacadas, de uma fada do ancoramento e da sensibilidade, e de toda uma equipe que entende que luz não se faz sozinha: se faz presente, se faz compartilhada.















fotos Daniela Magário